Pular para o conteúdo principal

Tudo azul no primeiro embate do ano


Assim como em 2017, o Cruzeiro se deu bem no primeiro super clássico do ano diante do Atlético. Em jogo válido pela nona rodada do Campeonato Mineiro, a Raposa venceu o Galo, por 1 a 0, gol do jovem Raniel e garantiu a liderança da primeira fase do Estadual.

Foto: Cruzeiro


Como havia dito na última postagem do blog, o jogo prometia ser bem disputado, como de fato foi, e com a perspectiva de muitas chances de gol, o que não aconteceu. Mas não aconteceu porque Atlético e Cruzeiro foram fiéis em suas estratégias de jogo.

No primeiro tempo, Thiago Larghi estruturou a equipe para impedir a intensa troca de passes do Cruzeiro no meio de campo e explorar o erros do adversário para contra atacar, especialmente pelos flancos. Já o time de Mano Menezes trabalhou bem a bola, com segurança, já que sabia que um erro poderia ser fatal. Mano apostou na rápida e inteligente movimentação de seu ataque e na boa distribuição de jogo de seus meio campistas.  

Desta forma, a raposa começou e terminou melhor o primeiro tempo. É certo que as melhores chances foram de bolas paradas, uma de Otero, que Fábio fez boa defesa, e outra de Robinho, em que a bola tocou o travessão, bateu em cima da linha, mas não entrou. Acontece que o Cruzeiro conseguiu furar a defesa atleticana em alguns momentos, com Raniel fazendo a função de centroavante e abrindo espaços no miolo de zaga para a infiltração de Rafinha e Thiago Neves. Faltou qualidade no último passe para que o Cruzeiro pudesse criar condições de finalizar com chance real de gol.

Na segunda metade do jogo, com o gol de Raniel e a expulsão do lateral-direito Edilson logo no início, o Cruzeiro teve de se defender e o Atlético ganhou campo e confiança e passou a dominar as ações da partida.  Mas quando o Atlético mais precisava, os principais jogadores de armação não foram bem e ai o time ficou naquele burocrático toque de lado, irritando o torcedor.

Elias, Ricardo Oliveira, Erik, e Cazares foram os jogadores que mais erraram passes no time alvinegro. O primeiro errou 6 passes, Oliveira errou 5, enquanto Erik e Cazares passaram errado em 4 oportunidades – e olha que Cazares entrou no decorrer do segundo tempo. Assim, com erros na construção das jogadas, o Atlético não conseguiu achar espaços na defesa cruzeirense, que marcou com duas linhas de quatro marcadores bem compactas, impedindo a infiltração dos meias e alas atleticanos.
Foto: Uol Esporte

O alvinegro só conseguiu oferecer perigo em lances de bola parada com Otero, principalmente em escanteios. Aliás, já no final do jogo, após cobrança de escanteio de Otero, Leonardo Silva desviou de cabeça, mas a bola pegou no travessão, o mesmo que no primeiro tempo salvou o Atlético de levar um gol de Robinho.

Com a derrota, o Atlético caiu para a quarta colocação com 12 pontos, 13 a menos que o rival celeste, que está na liderança com 25. Na 10ª rodada, o Galo vai ao Triângulo Mineiro enfrentar o Uberlândia, na quinta-feira (8/03), às 19h15, no Parque do Sabiá. A raposa, por sua vez, jogará em casa, no Mineirão, na quarta (7/03), às 21h45, contra a URT.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Futebol raiz

Nunca será só futebol! Essa expressão ficou bastante conhecida entre os brasileiros por demonstrar através de histórias o quanto o futebol é significativo na vida de milhares de pessoas espalhadas pelo mundo. Uma paixão difícil de explicar, mas que mexe completamente com o psicológico de qualquer amante dessa modalidade esportiva. Foto reprodução Liga Desportiva de Pará de Minas Não apenas um sentimento resumido aos grandes clubes de futebol, como Atlético, Cruzeiro, América, São Paulo, Flamengo, Corinthians, Real Madrid, Barcelona, entre outros. É um amor bairrista, que começa com o time de futebol formado pelos amigos, com aquele time do bairro ou a equipe que representa a cidade. Quem disse que precisa ser um futebol de alto nível para encher os olhos de quem gosta do esporte? O futebol amador que o diga, pois ele envolve muito mais que uma disputa entre as quatro linhas, carrega consigo o lado social e democrático. Os jogadores podem não mostrar suas habilidades em ...

1113 Truck sem freio

“Y allí vienen ellos de nuevo, mira sólo que absurdo”. Não acompanhei o jogo entre Cruzeiro e Universidad de Chile por nenhuma rádio ou TV chilena, mas imagino que os narradores pensaram ou até parafrasearam Galvão Bueno em sua histórica e inesquecível frase “E lá vem eles de novo, olha só que absurdo” relatando toda sua indignação com o passeio alemão sobre a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014. Foto: Cruzeiro Quase quatro anos depois, o Mineirão foi palco de um novo atropelamento com o 7 estampado no placar do telão para o torcedor saborear um desempenho quase que perfeito de seu time. Ou amargar o gosto da humilhação e imaginar o quanto a zoeira será profunda dali pra frente.   Cruzeiro 7 Universidad de Chile 0. Para um confronto que se desenhou equilibrado e fundamental para o futuro do grupo 5 da Copa Libertadores, a goleada celeste foi um fator atípico para o que estamos acostumados, mas nada injusto se analisarmos os acontecimentos da partida. Depois ...

Um erro por outro

Quarenta e oito minutos do segundo tempo, partida empatada em 2 a 2, falta polêmica marcada para o Palmeiras no meio de campo. Era o último lance do jogo, a última chance do Palmeiras de tentar fazer o terceiro gol e evitar uma enorme pressão sobre a equipe, e principalmente, ao técnico Roger Machado. Marcos Rocha ergue a bola na área do Atlético, Deyverson escora para o meio da pequena área e Bruno Henrique faz o gol. Pronto, armou-se a confusão! Árbitro Péricles Bassols    -     Foto reprodução Yahoo Esportes Esse foi o terceiro gol do Palmeiras na vitória sobre o Atlético por 3 a 2. Um gol bastante questionado pelos atleticanos, que reclamaram a marcação da falta que originou o gol. No lance, o atacante Ricardo Oliveira faz o movimento para proteger a bola, e na trombada com o zagueiro Edu Dracena, o árbitro Péricles Bassols marcou falta para o verdão. Se ele não marca, o Atlético teria uma ótima oportunidade de gol, pois tinha superioridade numér...