Pular para o conteúdo principal

Japão: Cumprir tabela ou surpreender positivamente?


Não se deixem enganar pela boa posição do Japão nas Eliminatórias ou pela sua sétima participação seguida em Copas do Mundo. Apesar dos bons números e posições, os japoneses chegam ao Mundial da Rússia sob diversas incertezas do que pode fazer em terreno europeu.



Muito dessa pulga atrás da orelha vem da apresentação japonesa na Copa de 2014. A torcida sabia que a seleção nunca foi favorita a ganhar o Mundial, mas esperava que o rendimento dentro de campo fosse superior ao que foi jogado. Naquela Copa o Japão caiu no grupo C, ao lado de Colômbia, Costa do Marfim e Grécia. A expectativa em passar de fase era grande, mas os nipônicos terminaram na última colocação do grupo com apenas um ponto em três jogos.

A partir daquele ano, o Japão iniciou a preparação para o Mundial da Rússia. Nas Eliminatórias da Ásia, a seleção entrou na segunda fase e foi até bem em seu grupo, mas é preciso considerar que os adversários eram tecnicamente bastante inferiores, como Tadjiquistão e Quirguistão. Na terceira fase, o Japão também terminou na liderança do grupo, mas ficou há um ponto de jogar a repescagem. Acumulou resultados negativos e desempenhos abaixo do esperado .

Foto: Gazeta Esportiva

Neste ano, jogou dois amistosos com seleções que estão fora da Copa. No primeiro, diante de Mali, empatou em 1 a 1. No segundo, contra a Ucrânia, perdeu de 2 a 1. Uma das principais preocupações dos torcedores, além do fraco rendimento, é a falta de um líder dentro de campo, que  chame a responsabilidade no momento de decisão.

Esse papel foi desempenhado no início do século por Nakamura e Nakata, e a partir de 2010 até meados de 2016, o canhoto Honda foi a estrela da companhia, chamando a atenção dos grandes clubes do mundo. A partir de 2012, Kagawa passou a dividir o protagonismo com Honda, mas ambos tiveram uma queda expressiva nos últimos anos e já não são as mesmas referências de antes. Aliás, nem vaga cravada no time titular eles têm mais.

Honda (esq) e Kagawa (dir) em ação pela seleção.    -       Foto: Uol

E para dificultar ainda mais a situação japonesa, há dois meses para a Copa do Mundo, a Federação de Futebol daquele país demitiu o treinador Vahid Halilhodzic, que estava à frente do comando japonês desde março de 2015. Em seu lugar assumiu Akira Nishino, que era diretor técnico desde 2016. Nishino terá o desafio de fazer o Japão surpreender positivamente e voltar a dar alegrias ao torcedor.

Os nipônicos caíram no grupo H da Copa do Mundo, juntamente com a Colômbia, Polônia e Senegal. A estreia será no dia 19, diante da Colômbia, em Saransk, às 9h (horário de Brasília).



CONVOCAÇÃO PARA COPA DO MUNDO 2014 (clubes correspondentes à época)

Goleiros: Eiji Kawashima (Standard Liège-BEL), Shusaku Nishikawa (Urawa Reds-JAP) e Shuichi Gonda (FC Tokyo-JAP)

Laterais: Atsuto Uchida (Schalke 04 -ALE), Yuto Nagatomo (Internazionale-ITA), Hiroki Sakai (Hannover-ALE) e Gotoku Sakai (Stuttgart-ALE)

Zagueiros: Masahiko Inoha (Jubilo Iwata-JAP), Yasuyuki Konno (Gamba Osaka-JAP), Masato Morishige (FC Tokyo-JAP) e Maya Yoshida (Southampton-ING)

Meias: Yasuhito Endo (Gamba Osaka-JAP), Makoto Hasebe (Nuremberg-ALE), Toshihiro Aoyama (Sanfrecce Hiroshima-JAP), Hotaru Yamaguchi (Cerezo Osaka-JAP), Keisuke Honda (Milan-ITA), Shinji Kagawa (Manchester United-ING), Hiroshi Kiyotake (Nuremberg-ALE) e Manabu Saito (Yokohama F Marinos-JAP)

Atacantes: Yoshito Okubo (Kawasaki Frontale-JAP), Shinji Okazaki (Mainz-ALE), Yoichiro Kakitani (Cerezo Osaka-JAP) e Yuya Osako (1860 Munich-ALE)

CONVOCAÇÃO PARA COPA DO MUNDO 2018 -  PRÉ-LISTA

Goleiros: Eiji Kawashima (Metz-FRA), Masaaki Higashiguchi (Gamba Osaka-JAP) e Kosuke Nakamura (Kashiwa Reysol-JAP)

Defensores: Yuto Nagatomo (Galatasaray-TUR), Tomoaki Makino (Urawa Red Diamonds-JAP), Maya Yoshida (Southampton-ING), Hiroki Sakai (Olympique de Marselha-FRA), Gotoku Sakai (Hamburgo-ALE), Gen Shoji (Kashima Antlers-JAP), Wataru Endo (Urawa Red Diamonds-JAP) e Naomichi Ueda (Kashima Antlers-JAP)

Meias: Makoto Hasebe (Eintracht Frankfurt-ALE), Toshihiro Aoyama (Sanfrecce Hiroshima-JAP), Keisuke Honda (Pachuca-MEX), Takashi Inui (Eibar-ESP), Shinji Kagawa (Borussia Dortmund-ALE), Hotaru Yamaguchi (Cerezo Osaka-JAP), Genki Haraguchi (Herta Berlin-ALE), Takashi Usami (Augsburg-ALE), Gaku Shibasaki (Getafe-ESP), Ryota Ohshima (Kawasaki Frontale) –JAP), Kento Misao (Kashima Antlers) e Yosuke Ideguchi (Gamba Osaka-JAP)

Atacantes: Shinji Okazaki (Leicester City-ING), Yuya Osako (Colônia-ALE), Yoshinori Muto (Mainz-ALE) e Takuma Asano (Stuttgart-ALE)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Futebol raiz

Nunca será só futebol! Essa expressão ficou bastante conhecida entre os brasileiros por demonstrar através de histórias o quanto o futebol é significativo na vida de milhares de pessoas espalhadas pelo mundo. Uma paixão difícil de explicar, mas que mexe completamente com o psicológico de qualquer amante dessa modalidade esportiva. Foto reprodução Liga Desportiva de Pará de Minas Não apenas um sentimento resumido aos grandes clubes de futebol, como Atlético, Cruzeiro, América, São Paulo, Flamengo, Corinthians, Real Madrid, Barcelona, entre outros. É um amor bairrista, que começa com o time de futebol formado pelos amigos, com aquele time do bairro ou a equipe que representa a cidade. Quem disse que precisa ser um futebol de alto nível para encher os olhos de quem gosta do esporte? O futebol amador que o diga, pois ele envolve muito mais que uma disputa entre as quatro linhas, carrega consigo o lado social e democrático. Os jogadores podem não mostrar suas habilidades em ...

1113 Truck sem freio

“Y allí vienen ellos de nuevo, mira sólo que absurdo”. Não acompanhei o jogo entre Cruzeiro e Universidad de Chile por nenhuma rádio ou TV chilena, mas imagino que os narradores pensaram ou até parafrasearam Galvão Bueno em sua histórica e inesquecível frase “E lá vem eles de novo, olha só que absurdo” relatando toda sua indignação com o passeio alemão sobre a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014. Foto: Cruzeiro Quase quatro anos depois, o Mineirão foi palco de um novo atropelamento com o 7 estampado no placar do telão para o torcedor saborear um desempenho quase que perfeito de seu time. Ou amargar o gosto da humilhação e imaginar o quanto a zoeira será profunda dali pra frente.   Cruzeiro 7 Universidad de Chile 0. Para um confronto que se desenhou equilibrado e fundamental para o futuro do grupo 5 da Copa Libertadores, a goleada celeste foi um fator atípico para o que estamos acostumados, mas nada injusto se analisarmos os acontecimentos da partida. Depois ...

Um erro por outro

Quarenta e oito minutos do segundo tempo, partida empatada em 2 a 2, falta polêmica marcada para o Palmeiras no meio de campo. Era o último lance do jogo, a última chance do Palmeiras de tentar fazer o terceiro gol e evitar uma enorme pressão sobre a equipe, e principalmente, ao técnico Roger Machado. Marcos Rocha ergue a bola na área do Atlético, Deyverson escora para o meio da pequena área e Bruno Henrique faz o gol. Pronto, armou-se a confusão! Árbitro Péricles Bassols    -     Foto reprodução Yahoo Esportes Esse foi o terceiro gol do Palmeiras na vitória sobre o Atlético por 3 a 2. Um gol bastante questionado pelos atleticanos, que reclamaram a marcação da falta que originou o gol. No lance, o atacante Ricardo Oliveira faz o movimento para proteger a bola, e na trombada com o zagueiro Edu Dracena, o árbitro Péricles Bassols marcou falta para o verdão. Se ele não marca, o Atlético teria uma ótima oportunidade de gol, pois tinha superioridade numér...